Nav icon
Bruce LaBruce
Cult +

O Pornoterrorismo Queer no Trabalho de Bruce LaBruce

Postado por Alisson Prando / 8 April, 2018

O mais importante diretor do cinema queer contemporâneo fala sobre seus filmes transgressores, a estética pornôterrorista e Madonna!

No mundo das artes, ele é considerado um pornógrafo. No mundo da pornografia, ele é considerado um artista. Foi nessa dupla-banda que Bruce LaBruce, canadense de 53, ano, dirigiu uma extensa filmografia que explora temas como prostituição, feminismo, zumbis, homossexualidade e militância política.

Bruce LaBruce é cineasta, escritor, fotógrafo e diretor de uma filmografia invejável. Iniciou seu contato com cinema através de seus pais que constantemente assistiam aos clássicos hollywoodianos, mais tarde, ingressa no movimento punk, cria zines artísticas – J.D’s, G.B Jones – e desde então cria uma arte extremamente desafiadora e autoral em todos os seus aspectos.

Bruce LaBruce

Exemplares do  J.D’S Zine

Niilista e cheio de desafetos na indústria do entretenimento, por aqueles que o consideram genial ele é chamado de Brecht Pornográfico, enquanto nomes como Kevin Costner e Boy George recusam-se a ver seus filmes, demasiado conceituais e por vezes, indigestos.

Bruce LaBruce começou a produzir seus filmes experimentais em meados de 90, quando deparou-se com marxistas ortodoxos na universidade que não praticavam aquilo que tinham em suas bases discursivas. Ainda cursando a universidade, Bruce teve contato com feminismo, movimento político e filosófico, que presta crítica epistemológica e estética, sempre presente em suas obras:

“Quando eu estava na Universidade, fiz parte do coletivo editorial de uma revista de críticas radicais de cinema chamada Cine-Action! que era uma revista marxista, feminista e pela libertação gay. Eu me graduei num curso chamado Psicanálise e Feminismo e era o único homem na classe. Esse tipo de feminismo era mais politicamente correto e ortodoxo. Enquanto isso, eu vivia no centro de Toronto com uma banda formada só por mulheres chamada Fifth Column, que abraçava um estilo completamente diferente de feminismo, mais punk rock, mais alinhado com o movimento anarquista. Então eu foi lá que eu aprendi que existem diferentes tipos de feminismo e que há lições a serem aprendidas de todos eles. Dizer que alguém apoia o feminismo é, no geral, problemático, já que existem alguns tipos de feminismo que são um tanto reacionários. Por exemplo, certas feministas da segunda onda são e continuam a ser contra pornografia e pró-censura, transfóbicas e sexofóbicas, advogando o policiamento da linguagem e do desejo. Não são esses os princípios feministas aos quais eu aderi. Mas, em geral, o feminismo é idealmente uma luta por igualdade e respeito, a que, como homem gay, certamente eu me relaciono.”

Bruce LaBruce

Projeto fotográfico de Bruce LaBruce

Se hoje Bruce é um célebre diretor, que circula entre o mainstream e o underground, sendo cultuado e tendo público fiel, sua vida nem sempre foi um mar de rosas. Quando pergunto qual foi a pior coisa que ele já fez por dinheiro, ele revela:

“Uma vez eu trabalhei numa estação de energia nuclear por seis meses para entrar na universidade. ”

Frequentemente, os críticos de arte criam conexões entre a obra de Bruce LaBruce à filosofia de Michel Foucault, pensador francês que historicizou o sexo no livro ‘História da Sexualidade’ e teceu ferozes críticas à maneira como encaramos o sexo. Para Foucault, a maneira como fazemos sexo não é natural, mas produzida. Comprovando sua tese, ele mostra como o sexo mudou de acordo com o tempo e cultura de cada época. Como a comparação é sempre inevitável e frequente, eu pergunto ao diretor sobre suas inspirações literárias e o filósofo pós-estruturalista, que assim como Bruce tem inúmeras histórias sobre sua militância e também sobre sua vida sexual ativa:

“Certos críticos sustentam que meu trabalho tem tendências do pós-estruturalismo francês, que eu sou desconstrucionista e semiótico em minha abordagem. Mas, na verdade, eu não sou um grande fã desse movimento intelectual. Acho muito sofista, desnecessariamente acadêmico e irremediavelmente burguês. Quando adolescente, eu lia uma ampla variedade de livros, tudo de trabalhos biográficos sobre pensadores radicais, de Ladies and Gentleman, Lenny Bruce a Helter Skelter, romancistas como Dostoievski, Virginia Woolf, Carson McCullers, J.D. Salinger, Doris Lessing. Eu comecei a gostar de romances canadenses através de gente como Margaret Laurence e Margaret Atwood. Meus romances favoritos eram Lilith, de J.R. Salamanca, e The Golden Notebook, de Doris Lessing. Muito embora eu não fosse abertamente gay naquela época, eu lia autores gays como Gore Vidal, Truman Capote, Jean Genet e Edmund White. Eu lia muita coisa esquisita de escritores como Alan Watts, Joseph Chilton Pearce, Carlos Castaneda. Ways of Seeing, de John Berger, foi muito influente. Lia obras feministas de Shulamith Firestone e Kate Millet. Lia autobiografias de estrelas do cinema, como Simone Sgnoret e Anne Baxter. Eu não me interessei muito em ler filosofia até ir para a faculdade no final da minha adolescência, onde eu descobri Nietzsche, Kant e tudo o mais, embora eu já estivesse lendo Freud e Marcuse. Escrevi um artigo no décimo período intitulado ‘Comunismo: salvador do mundo? ’, e um outro no décimo segundo chamado ‘Feminismo: salvador do mundo’. Meus professores não estavam entusiasmados, mas tiveram que me dar boas notas porque a argumentação estava muito boa!”.

Bruce LaBruce

Exibição fotográfica ‘Obscenity’ na galeria La Fresh, em Madrid

A pornografia é o crack do mundo virtual. Todos nós acessamos pornografia diariamente. E o que se pensa ser um conteúdo revolucionário, é, na verdade, puramente reacionário: basta ver o que é predominante no audiovisual pornográfico em geral, corpos padronizados, histórias artificiais, compulsão heterossexual, dominação e nenhuma horizontalidade. A ideia de Bruce LaBruce em toda sua filmografia é usar o pornô como ferramenta política de crítica a esse sistema heterocisnormativo, por isso, ele trabalha com uma grande diversidade de atores, que muitas vezes aplicam suas vivências aos personagens que o diretor quer explorar. Quando eu pergunto qual é o limite entre arte e pornografia, ele é categórico:

“Eu sou o limite entre arte e pornografia! Mas, falando sério, o fato de eu usar pornô não apenas como uma expressão de sexualidade, mas também por razões políticas ou estéticas, empurra-o automaticamente dentro do domínio da arte. Eu sempre estou interessado na intersecção de coisas: explorei a intersecção entre êxtase religioso e sexual na minha exibição fotográfica ‘Obscenity’ na galeria La Fresh, em Madrid, e a intersecção entre homossexualidade e fascismo nos meus filmes ‘No Skin Off My Ass’ e ‘Skin Flick’. E, claro, usei pornografia como o campo de exploração daqueles temas. Há um território estranho entre arte e pornô que quase nunca é explorado. É por isso que o mundo da arte acha meu trabalho muito pornográfico e o mundo do pornô acha meu trabalho muito artístico. É um território de difícil negociação, porque as pessoas geralmente querem ou um ou outro. Os puristas do pornô não querem que você arruíne seu puro e irrestrito prazer em assistir o sexo básico. Esse é o porquê de eu usar pornô mais como uma ferramenta de propaganda – fazer filmes com cenas de sexo intenso, como no pornô, mas injetar neles também significado político e subversivo. Por isso a narrativa é essencial: te permite conferir significado, pôr o ato sexual num contexto específico. Quando eu faço um filme como ‘The Raspberry Reich’, que é uma crítica à esquerda radical, mas que abraça a ideia de que a revolução deve incluir a revolução sexual e homossexual, tem de ser explicitamente sexual para sustentar a tese. Por outro lado, isso me parece hipócrita. Eu sinto que não posso fazer um filme sobre pessoas usando sexo para propósitos radicais sem mostrar explicitamente sexo. Até mesmo a versão soft desse filme tem sexo explícito. A versão hardcore, ‘The Revolution Is My Boyfriend’, tem cenas muito longas de boquetes e penetração que duram uma eternidade. Em poucas palavras, essa é a diferença entre arte e pornografia!”.

Bruce LaBruce

Cena do filme ‘O Exercito das  Frutas’ de 2004

Se durante os anos 70 e 80, ser LGBTQIA (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transgêneros, transexuais, intersexuais e assexuais) era um ato de transgressão, hoje em dia, tanto as orientações sexuais, quanto as identidades de gênero foram cooptadas de tal maneira que existem empresas especializadas em casamento para gays e lésbicas, comerciais de produtos como salgadinhos, refrigerantes ou turismo LGBT. Pergunto à Bruce se existe volta à transgressão que nós tínhamos, se há como evitar o patriarcalismo gay e a cooptação dessas expressões pelo mercado, para reaproximarmos o movimento LGBTQIA dos movimentos feministas à esquerda:

“A homossexualidade sempre é potencialmente revolucionária. A pornografia também, como a Big Mother diz no meu filme The Misandrists, pornografia “expressa um princípio inerentemente hostil às regulações da sociedade”. O mesmo pode ser dito sobre a homossexualidade. Não há dúvida de que a cultura dominante começou a cooptar a cultura gay em certo ponto, especificamente quando descobriu que era um nicho de mercado que poderia explorar economicamente. Mas o problema tem sido a disposição dos gays de se renderem a essa cooptação e a todo movimento assimilacionista em geral. Eu sempre assinalo que os movimentos negro, feminista e de liberação gay dos anos setenta tinham todos raízes da esquerda radical e até mesmo no marxismo. Eram amplamente anticapitalistas nos termos de suas ideias e ativismo políticos e desafiaram toda espécie de instituições patriarcais. O movimento gay, em particular, foi sexualmente militante ao extremo: a sexualidade aberta e extrema foi seu motor. Mas havia sempre um elemento do movimento gay que era convencional e burguês, especificamente a classe média branca gay masculina, o patriarcado gay. Nos anos oitenta, minhas amigas femininas e eu, no movimento queer punk, lutamos contra esse viés gay branco e masculino. Em nossas vidas pessoais, nas nossas fanzines e filmes, tentávamos ser inclusivos e éramos particularmente interessados nesses que eram marginalizados pelos marginalizados – garotas masculinizadas, garotos afeminados, minorias étnicas, pessoas transgênero, etc., Mas eventualmente, em parte por causa da crise da AIDS, os homens gays, brancos, de classe média e burgueses usurparam o movimento inteiro. A liberdade sexual começou a franzir a testa e os gays começaram a assimilar no intuito de ganhar aceitação, financiamento, etc. Agora nós estamos numa fase peculiar em que o oprimido se torna o opressor, gays participando de bom grado em todo tipo de instituições conservadoras, tornando-se capitalistas puros, ou monogâmicos, ou Republicanos. Simplesmente tira toda a graça do negócio!”

Bruce LaBruce

Cena do filme ‘As Misândricas’ de 2016

Um dos filmes mais icônicos de Bruce LaBruce é ‘E O Michê Vestia Branco’, onde ele colaborou com Tony Ward, famoso modelo dos anos 90, ex-namorado de ninguém menos que a rainha do POP, Madonna. Na época em que Tony e Madonna tiveram um affair, a artista estava no auge de sua forma física e criativa. Tony é um dos atores principais no videoclipe de “Justify My Love” (1990), o primeiro do mundo a ser vendido em VHS porque havia sido censurado pela MTV por conter cenas eróticas e explícitas demais. No registro dirigido por Jean-Baptiste Mondino, Madonna brinca com nuances de sadomasoquismo, bissexualidade, lesbianidade, homossexualidade, dominação e submissão, bem como utiliza símbolos religiosos, que provocaram a ira dos conservadores norte-americanos. Em seu filme ‘E O Michê Vestia Branco’ (1996), Bruce LaBruce atua como Jürgen Anger, um alemão estudioso que vai aos Estados Unidos para estudar a prostituição masculina. Lá ele conhece Monti, um intrigante e sedutor garoto de programa que é interpretado por Tony Ward. Na época, Bruce chegou a sugerir que Madonna financiasse parte do filme, mas ela negou. Ambos, Bruce LaBruce e Madonna, misturam sexo, religião e BDSM em suas obras, tão transgressores, pergunto sobre a importância de Madonna para o feminismo e a cultura LGBTQIA, já que ela é a artista feminina mais importante do século 20:

“Eu não acredito que você me perguntou sobre a Madonna! Bem, eu sempre tive uma relação de amor e ódio com a Madge. Ela é, sem sombra de dúvida, uma artista impressionante e uma força da cultura pop. Ela também foi um grande modelo feminista, especialmente nos anos 80 e 90. Ela realmente foi pioneira nisso de “girl power” e influenciou toda uma geração de garotas, fazendo-as orgulhosas e confortáveis em relação a sua sexualidade. Na verdade, eu me refiro à maneira como ela sempre aderiu a certos aspectos espirituais do catolicismo mas ousou também sexualizar e fetichizar isso (mesmo eu não sendo católico). Ela também influenciou muito o movimento gay, de um jeito bom na maior parte das vezes. Entretanto, ela também foi muito problemática. Ela cooptou muito da cultura gay e da negra de um jeito que, às vezes, parece quase vampiresco. Ela é como ‘The Hunger’. Certamente ela sugou a vida de Britney Spears e Christina Aguilera no VMA de 2003 – literalmente! E aí quando ela se mudou pra Inglaterra e adquiriu sotaque britânico, tornou-se membro da nobreza, casando-se com um idiota inglês como parte de sua ascensão social, eu meio que perdi o interesse. Mas agora que ela está solteira outra vez e transando com todos aqueles caras brasileiros, ela tem me inspirado de novo! Mas de alguma maneira ela e Warhol são responsáveis pela fixação contemporânea em celebridades para seu próprio bem, o que está ficando extremamente tedioso.”

Bruce LaBruce

Cena do filme ‘E o Michê Vestia Branco’ de 1996

Quando se trata de sua equipe em set, Bruce é também rigoroso. Ele já trabalhou com atores diversos entre si, como o modelo Tony Ward, Pier-Gabriel Lajoie, até os astros pornôs François Sagat e Colby Keller – o último inclusive apoiou Donald Trump nas últimas eleições norte-americanas, o que fez com que seu público gay cativo se distanciasse dele, já que Trump tem como metas políticas conservadoras e reacionárias. Bruce LaBruce explica a decisão de trabalhar com Colby e também revela o que procura quando trabalha com um ator:

“Bem, primeiro vamos esclarecer as coisas sobre Colby. Ele não apoiou Trump em si, mas, como Susan Sarandon, ele acreditou que sua eleição era o único jeito de agitar o sistema de governo corrupto dos EUA, em oposição à Hillary, quem teria meramente reforçado o status quo. E ele pode ter tido razão, só o tempo dirá. O que esses quatro atores que você mencionou têm em comum é que eles são todos sensíveis, inteligentes e pessoas extremamente tranquilas. São todos bastante profissionais e curiosos sobre a maneira como eu forço os limites. No pornô, é essencial, para mim, trabalhar com gente que tenha realmente uma ideia clara do porquê está fazendo pornô e que não esteja seriamente em conflito ou confuso em relação a isso. Com o Tony foi um sonho trabalhar, porque ele instintivamente entendeu tudo o que estávamos tentando fazer em Hustler White, tendo tido ele mesmo um pouco de experiência naquele mundo! Ele improvisou diálogo e fez seu próprio personagem. Eu fiz o Francois passar por um inferno em L.A. Zombie. Foi um filme de baixíssimo orçamento, com pouco pessoal, mas tentamos fazer algo bem ambicioso. Mas isso implicou colocar o Francois em várias situações desconfortáveis e até mesmo perigosas, sobre as quais ele nunca reclamou ou ficou bravo. Ele é tão sossegado e amável para trabalhar. Pier-Gabriel era só um moleque, dezoito anos, quando foi escalado por mim e foi um desafio muito grande para ele. Ele é hétero, então atuar num papel que não só era relativamente gay, mas que também envolvia intimidades com homens de 81 anos de idade, exigiu muita coragem. Além disso ele também é muito gentil, do tipo forte, silencioso, bastante intuitivo. E com o Colby foi um prazer total trabalhar. Ele tinha alguns diálogos bem complicados e veio totalmente preparado, se entregou ao personagem de um jeito muito convincente. Eu acredito que atores pornô podem ser atores realmente bons, mas nunca têm a chance de demonstrar. Eu faço um monte de takes e espero de verdade que eles entrem no papel. Acho que eles devem achar revigorante fazer algo mais desafiador. Mas como atores pornô, não há melhor que Francois e Colby. Eles têm uma sexualidade pura que vem através de tudo o que eles fazem. ”

Bruce LaBruce

Bruce LaBruce no set de filmagem do longa ‘Gerontophilia’ de 2013

Depois de tantos filmes impactantes, como ‘O Exército das Frutas’, ‘Otto; ou Viva Gente Morta’, ‘Gerontofilia’ e ‘L.A. Zombie’, é esperado que Bruce LaBruce influencie outros diretores a pensar sobre gênero, sexualidade e o corpo no cinema. Entre o punk e o camp, entre a pop art e o cinema pornô, seu legado pode ser visto em cineastas que ele mesmo faz questão de assistir em circuitos e festivais alternativos de cinema:

“Gustavo Vinagre, Ryan Trecartin, Sean Baker, Bliss Serenity Rosa e Sam Dye, João Pedro Rodriguez e J. Jackie Baeir – são todos cineastas que eu gosto e que eu acredito terem sido influenciados pelo cinema que eu roteirizei e dirigi. São trabalhos que se relacionam diretamente com o meu”.

Quando o papo fica mais leve, pergunto à Bruce LaBruce que bandas e artistas o influenciaram musicalmente no decorrer de sua vida, e ele rememora:

“Rapaz, são muitos. Na adolescência eu realmente gostava de Elton John, David Bowie, Joni Mitchell e Stevie Wonder. O disco The Hissing of Summer Lawns, de Joni Mitchell, é um dos meus álbuns favoritos de todos os tempos. A trilha Sonora de Jesus Christ Superstar foi um dos primeiros álbuns que eu comprei e continua entre os favoritos. Mas eu explorava todo o mapa. Na adolescência eu também amava Sarah Vaughan e Ella Fitzgerald e um monte de disco do início. No começo dos meus vinte anos eu gostava de música bem alienada como Tubeway Army/Gary Numan e Joy Division. No final dos vinte anos eu ouvia mais música punk hardcore norte-americana e punk em geral. Algumas das minhas bandas favoritas eram The Nip Drivers, Beefeater, The Ugly Americans, The Crucifucks, Frightwig, Sonic Youth, e por aí vai. Nos trinta eu me interessei por Britpop – Suede, Oasis, Blur. Eu também estava interessado no início do hip hop, tipo Roxanne Shante e BWP. Você sabe, esse tipo de coisa. Eu também sempre me interessei bastante por músicas de trilhas sonoras de filmes, especialmente dos anos 60 e 70. Eu colecionava vinis. Alguns dos meus compositores preferidos: Bernard Herrmann, John Barry, Neal Hefti, Stanley Meyers, Elmer Bernstein, Jerry Goldsmith, DeVol, George Duning, Dominic Frontiere, Michel LeGrand, Christopher Komeda e a lista continua. ”

Bruce LaBruce

Cenas dos filmes ‘Otto; ouViva Gente Morta’ de 2008 e ‘O Exército das Frutas’ de 2004

Caustico, irônico, afetado, contraditório e libertário, eu peço gentilmente para que ele revele um segredo, algo que ninguém saiba sobre ele, então Bruce dispara:

“Eu não sou exibicionista, não sou ativista e não sou um maldito revolucionário! ”.

Tradução: Gustavo Andrade
Fotos: ®Reprodução

O que você achou?