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Galerias são a engrenagem da arte contemporânea em São Paulo

Postado por Tiago Santos / 9 May, 2017

Conheças as 17 principais galerias de arte da cidade, saiba o porquê da relevância desses disputados espaços e quais exposições podem ser visitadas durante o mês de maio.

A cidade de São Paulo é um microcosmo empolgante dentro do cenário de arte contemporânea internacional, graças ao seu acervo de galerias de arte. A cidade que abriga a segunda mais antiga Bienal do mundo, vem se tornando, cada vez mais, um importante pólo de produção de arte impulsionado pela recente internacionalização desse mercado.

Na última década, a arte contemporânea brasileira alcançou relevância internacional, comprovada pelo interesse de renomadas instituições como MoMA, Metropolitan, Tate, Pompidou e Reina Sofia, ao realizar exposições de importantes artistas históricos nacionais. A arte contemporânea brasileira também ganhou destaque nas principais feiras de arte do mundo, como na Arco (Madri), Frieze (Londres e Nova York) e a Art Basel de Miami. Neste período, museus da cidade passaram a fazer parcerias com importantes instituições de outros continentes, com mostras de excelência conceitual e histórica que agradam também ao grande público.

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A Bienal, realizada desde 1951, sempre foi o evento de maior referência para o cenário, mas há 13 anos a cidade ganhou um novo fôlego com a chegada da feira anual SP-Arte – Feira de Arte Internacional de São Paulo, que transformou a cidade em um dos destinos mais importantes do mercado. Gestores dos mais importantes museus e algumas das mais poderosas galerias do mundo se aventuram no mercado de arte brasileiro para participar da feira, que atrai colecionadores, curadores, galeristas, artistas e público interessado.

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Muitos artistas se questionam sobre como realizar uma exposição em uma dessas galeria de arte? Ou como apresentar seu trabalho a uma dessas galeria de arte? É um mercado acirrado, onde artistas de alto nível conceitual e estético disputam um lugar ao sol. O lugar ao sol significa passar a ser representado por uma das 17 galerias de arte paulistanas citadas nesta matéria. São essas galerias que promovem até 10 exposições por ano; trazem pesquisadores e curadores internacionais para assinar e organizar mostras de seus artistas; participam das mais importantes feiras de arte do mundo; e introduzem seus representados em importantes coleções públicas e privadas.

As galerias se apoiam na SP-Arte e na Bienal para apresentar exposições de seus artistas mais consagrados, artistas em ascensão e apostas, bombardeando a cidade de São Paulo com centenas de eventos diversos que variam de visitas guiadas e palestras até jantares e festas.

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Os artistas da cidade também são apoiados por uma vibrante infra-estrutura cultural. Alguns são apoiados por organizações – desde instituições sem fins lucrativos até instituições públicas, fundações privadas, editais, residências artísticas e prêmios de arte.

Mas quem realmente sustenta a efervescência do circuito de arte em São Paulo são as galerias de arte, que viajam pelo mundo para participar de eventos apresentando seus artistas seus artistas a colecionadores, curadores e consultores de arte. Conheça nesta matéria uma seleção das 17 galerias mais influentes de São Paulo e saiba como funciona a representação de artistas nesses espaços.

Galeria Luisa Strina

Jardins: r. Padre João Manuel, 755, tel. (11) 3088-2471. Seg. a sex., 10h/19h; sáb., 10h/17h.

A história da Galeria Luisa Strina, a mais antiga galeria de arte contemporânea de São Paulo, se mistura com a trajetória profissional de Luisa Strina. Em 1970, começou como marchand dos amigos e artistas Wesley Duke Lee, Fajardo, Baravelli, José Resende e Babinski. Em 1974, abre a Galeria Luisa Strina no antigo estúdio de Baravelli, mas já com uma linha de trabalho definida: mostrar a produção de artistas nacionais e estrangeiros, num movimento de mão dupla, dentro e fora do país.

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Assim, no mesmo ano, trouxe pela primeira vez ao Brasil obras dos artistas pop americanos Roy Lichstenstein, James Rosenquist, Jim Dine e Andy Warhol. Luisa Strina lançou diversos expoentes da nova geração no mercado, como Leonilson, Cildo Meireles, Tunga, Antônio Dias e Edgard de Souza. Em 1992 foi a primeira galeria latino-americana convidada a participar da seleta Feira de Arte de Basel. Atualmente, a Galeria Luisa Strina representa uma mistura de artistas consagrados e artistas emergentes, sempre mostrando o que há de melhor na arte contemporânea nacional e internacional.

Agenda de maio:

A partir do dia 18, a galeria apresenta uma grande exposição do artista argentino Eduardo Basualdo. Suas obras são implantadas na fronteira entre artes visuais e teatro em formatos, tais como instalações, esculturas, desenhos ou objetos. Em 2015, representou seu país na Bienal de Veneza.  Em cartaz até 18/06/17.

Galeria Nara Roesler

Jardim Europa: av. Europa, 655, tel. (11) 3063-2344. Seg. a sex., 10h/19h; sáb., 11h/15h.

Com sedes em Nova York, Rio de Janeiro e São Paulo, a Galeri Nara Roesler é uma das principais casas do Brasil, representa artistas brasileiros e latino-americanos influentes da década de 1950, além de artistas emergentes que dialogam com as tendências inauguradas por essas figuras. Fundada em 1989 por Nara Roesler, a galeria fomenta a inovação curatorial, sempre mantendo os mais altos padrões de qualidade em suas produções artísticas.

Para tanto, desenvolve um programa de exposições seleto e rigoroso em estreita colaboração com seus artistas; mantém a plataforma de projetos curatoriais Roesler Hotel e apoia seus artistas continuamente, para além do espaço da galeria, trabalhando em parceria com instituições e curadores em exposições externas.

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Agenda de maio:

Até 27 de maio a sede de São Paulo abriga mostras de dois grandes artistas:

O consagrado artista francês Daniel Buren apresenta a exposição “Prismas, Cores, Espelhos: Alto-Relevo > Trabalhos Situados”. São exibidos nove conjuntos inéditos de objetos tridimensionais de parede, com jogos de espelho, compostos de 8 a 14 peças cada um. O artista carioca Daniel Senise, exibe uma série de trabalhos recentes que dá continuidade a sua pesquisa com impressão de superfícies objetos. A curadoria é de Brett Littman, Diretor Executivo do The Drawing Center, de Nova York.

Casa Triângulo

Jardins: r. Estados Unidos, 1.324, tel. (11) 3167-5621. Seg. a sáb., 10h/19h.

A Casa Triângulo, fundada em 1988, em São Paulo, é uma das galerias brasileiras mais importantes e respeitadas da cena de arte contemporânea e se destaca por desempenhar um papel crucial na construção e consolidação de carreiras de alguns dos artistas mais importantes na história recente da arte contemporânea brasileira.

O diferencial da Casa Triângulo está na aposta certeira em artistas emergentes; no incentivo para seus artistas realizarem exposições experimentais e de caráter institucional no espaço da galeria; e no constante apoio à participação de seus artistas em exposições de grande porte e em importantes feiras de arte, o que lhes propicia visibilidade no circuito internacional. Ocupando um dos edifícios mais lindos do cenário artístico da cidade, o espaço da galeria foi especialmente desenhado para abrigar as mais variadas linguagens artísticas e possui duas salas de exposições.

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Agenda de maio:

Até 13 de maio é possível visitar a exposição “Ópera do Vento”, a primeira individual do artista Nino Cais na galeria. A mostra conta com cerca de 30 desenhos, 35 intervenções feitas em páginas de livros, cinco objetos, um vídeo e uma instalação com 85 suportes para partituras. Tendo como ponto de partida o mundo à sua volta e o caráter imaterial da obra de arte, livros, fotografias, roupas e objetos corriqueiros vão tomando nova significação dada através de suas intervenções e justaposições inusitadas.

A partir do dia 20 de maio, a galeria exibe criações do artista chileno Felipe Mujica, que exibe uma grande instalação com serigrafias, além de uma outra instalação inédita com tecidos. Ele participou da 32a Bienal internacional de São Paulo. A mostra fica em cartaz até 26/06/17.

Fortes D`Aloia Gabriel

Vila Madalena: r. Fradique Coutinho, 1.500, tel. (11) 3032-7066. Ter. a sex., 10h/19h; sáb., 10h/18h.

Com sedes em São Paulo e no Rio de Janeiro (Carpintaria), a Fortes Vilaça completou 15 anos em 2016 e mudou de nome com a chegada Alexandre Gabriel na direção. A galeria apresenta um programa dinâmico no qual artistas brasileiros e estrangeiros, jovens e consagrados, realizam exposições ambiciosas. Mostras coletivas organizadas por curadores convidados também são frequentes no programa.

Em 2008, a Galeria inaugurou o Galpão Fortes Vilaça na Barra Funda. Rústico e industrial, com vão livre de 1.500 m², o local é simultaneamente um espaço para exposições, depósito de obras e sala de exibição, todos acessíveis ao público. Painéis móveis reconfigurados por cada artista definem o espaço expositivo, oferecendo ao público uma experiência diferente a cada visita.

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Agenda de maio:

Até 13 de maio é possível visitar no galpão da Barra Funda, exposição do artista paulistano Luiz Zerbini. Ele apresenta uma série de monotipias feitas com folhas, galhos e flores. As obras de formas e composições quase abstrata reinterpretam esses elementos através de diferentes texturas.

Em cartaz até 20 de maio, a exposição “Instâncias do Olhar”, do artista cearense Efrain Almeida, ocupa a galeria da Vila Madalena, com trabalhos inéditos, entre esculturas de bronze e bordados de seda que retratam pássaros, mariposas e figuras humanas. Com esses personagens, o artista capta momentos efêmeros e estados de interstício para abordar liricamente questões de sexualidade, religião, natureza e identidade.

Galeria Millan

Vila Madalena: r. Fradique Coutinho, 1.360, tel. (11) 3031-6007. Seg. a sex., 10h/19h; sáb., 11h/18h.

Com dois endereços na Rua Fradique Coutinho, a galeria criada em em 1986 faz um importante diálogo entre gerações e correntes artísticas, permitindo à Galeria Millan representar, de maneira coerente, um time de artistas sólido e plural, que abrange desde nomes consagrados a jovens em início de carreira. Dirigida por André Millan e Socorro de Andrade Lima, a Galeria acompanha de perto a trajetória de sua equipe de artistas e oferece apoio irrestrito ao seu processo de criação.

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Agenda de maio:

Em exibição até 20 de maio, a exposição “Variações para Cítera e Santa Rosa”, do artista Nelso Felix reúne esculturas e desenhos que refletem as ações do quarto trabalho da série “Método Poético para Descontrole de Localidade”, iniciada em 1984. “O Método Poético”, como expressa o título, visa traduzir uma ideia de espaço, de construção poética, que amalgama locais por meio do desenho e ações semelhantes. A partir do dia 31 de maio, o artista Rodrigo Andrade exibe novas pinturas divididas em três séries. Em cartaz até 01/07/17.

Galeria Raquel Arnaud

Vila Madalena: r. Fidalga, 125, tels. (11) 3083 6322. Seg. a sex., 10h/19h; sáb., 12h/16h.

Precursora no mercado de arte e fundamental para o desenvolvimento e consolidação da arte contemporânea brasileira, a Galeria Raquel Arnaud foi criada em 1973. Com espaços marcantes assinados por arquitetos como Lina Bo Bardi, Ruy Ohtake e Felippe Crescenti, a galeria tem foco no segmento da abstração geométrica e na atenção especial dada às investigações da arte contemporânea – arte construtiva e cinética, instalações, esculturas, pinturas, desenhos e objetos.

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Agenda de maio:

Até o dia 27 de maio é possível visitar a imperdível exposição “A Matéria da Cor”. A mostra se baseia no estudo da cor e em pintores referenciais na história da arte como Sonia Delaunay, Yves Klein e Josef Albers. Participam Vincent Beaurin, Renato Bezerra de Mello, Waltercio Caldas, Carlos Cruz-Diez, Herbert Hamak, Carlos Fajardo, Carlos Nunes, Arthur Luiz Piza e Wolfram Ullrich. A curadoria de Franck Marlot, tutor das obras da Família Picasso.

Bergamin & Gomide

Jardins: r. Oscar Freire, 379, loja 1, tel. 3853-5800. Seg. a sex., 10h/19h; sáb. 10h/15h.

Criada por Jones Bergamin nos anos 2000, a galeria passou a ser administrada em 2012 por Antonia Bergamin e Thiago Gomide. Como galeria de mercado secundário, sem uma lista fixa de artistas representados, a Galeria Bergamin & Gomide tem a liberdade de organizar exposições que abrangem diferentes temas, períodos e movimentos.

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Agenda de maio:

A partir de 31 de maio, a galeria abriga individual de Maria Leontina (1917-1984), e reúne obras de diferentes fases de sua trajetória de mais de 40 anos de produção. A mostra fica em cartaz até 15/07/17.

Galeria Vermelho

Pacaembu: r. Minas Gerais, 350, tel. (11) 3138-1520. Ter. a sex., 10h/19h; sáb., 11h/17h.

Após treze anos de existência, a Galeria Vermelho estabeleceu-se como uma alternativa à rigidez dos espaços comerciais dedicados à arte, ao incentivar novas ideias e discursos desenvolvidos por artistas emergentes e já estabelecidos.

Projeto concebido por Eliana Finkelstein e Eduardo Brandão, a galeria foi inaugurada em 2002, após um intenso processo de reconfiguração e restauro de três pequenas casas localizadas na vila de número 350, da Rua Minas Gerais, em Higienópolis (SP). Criado e desenvolvido pelos arquitetos Paulo Mendes da Rocha e José Armênio de Brito Cruz.

Em 2009 começou a realizar a primeira Feira de Arte Impressa do Brasil, a Tijuana; e desde 2005 promove a mostra anual de performance arte Verbo, que após 10 edições, consolidou-se no calendário de eventos culturais de São Paulo.

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Agenda de maio:

Até 20 de maio exibe a mostra “Arquitetura da Insônia”, de Nicolás Robbio composta por instalações e vídeos sobre as teorias conspiratórias do “homem de guarda-chuva”, presente na cena do assassinato de John F. Kennedy, em 1963. As obras articulam a impossibilidade de uma compreensão total da realidade através da razão.

Também em cartaz até 20 de maio, Rosângela Rennó exibe o filme “Vera Cruz” (2000), projeto experimental fundamentado na ideia da “impossibilidade” de um documentário sobre o descobrimento do Brasil. Baseado no conteúdo da famosa carta escrita por Pero Vaz de Caminha.

A partir de 30 de maio, a galeria exibe exposições de Carla Zaccagnini e de Cinthia Marcelle, que representa o Brasil na Bienal de Veneza.

Luciana Brito Galeria de Arte

Jardim Europa: av. Nove de Julho, 5.162, tel. (11) 3842-0634. Ter. a sex., 10h/19h; sáb., 11h/18h.

Quinze anos depois de inovar a cena artística paulistana com seu espaço na Vila Olímpia – um dos primeiros a ser projetado por um escritório de arquitetura já tendo em vista as necessidades de uma galeria de arte contemporânea –, a Luciana Brito Galeria se transfere para a Residência Castor Delgado Perez, no Jardim Europa, projeto do arquiteto Rino Levi com paisagismo de Burle Marx.

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Com a troca de endereço, o modelo expositivo do cubo branco é deixado para trás, dando início a um projeto em que a herança arquitetônica modernista e questões urbanísticas integram-se à produção visual contemporânea, em busca de novas formas de perceber e mostrar arte, retomando os preceitos modernistas de integração entre arte e vida.

Agenda de maio:

Até 23 de maio, a galeria apresenta a exposição “Outono, apesar de tudo”, segunda individual do artista mineiro Pablo Lobato, em São Paulo. A mostra reúne a produção mais recente do artista, reverberando os períodos vividos na Coréia do Sul e no Japão, em 2016. Os trabalhos assumem a forma de objetos, instalações, publicações e esculturas, aproximando simplicidade e complexidade.

Mendes Wood DM

Jardins: r. da Consolação, 3.358, tel. (11) 3081-1735.

Com sedes em São Paulo, Nova York e Bruxelas, a galeria que pretende ainda abrir num futuro próximo uma sede no Rio de Janeiro, é  dirigida por Pedro Mendes, Matthew Wood e Felipe Dmab.  A Mendes Wood foi fundada em São Paulo em 2009 tendo como objetivo exibir artistas brasileiros e internacionais em um contexto de diálogo crítico e híbrido.

A pesquisa entre diferenças regionais e identidades individuais tem sido um dos focos centrais do programa, gerando discussões colaborativas e cosmopolitas. Motivada pela crença em novas formas de convergência entre arte, música, performance, design, arquitetura e vídeo, a galeria entende interdisciplinaridade como combustível para um programa pautado por conceitualismo, resistência política e rigor intelectual.

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Agenda de maio:

Até o dia 13 de maio a galeria apresenta a primeira exposição individual da artista italiana Dadamaino no Brasil. A mostra é composta por trabalhos realizados entre os anos 1958-1960, da série “Volumi”. São telas monocromáticas compostas por furos elípticos. Com esta abordagem radical e ao mesmo tempo delicada, Dadamaino supera a pintura de cavalete tradicional – A tela não é mais o suporte, tornando-se eixo central do objeto de arte – afirmando o impulso decisivo pelo estudo da espacialidade.

Até 13 de maio também fica em cartaz a exposição da artista mineira Lotus Lobo, referência da litografia no Brasil. Ela ganha exposição com obras históricas da série da “Estamparia Litográfica”, que reúne impressões em caixas de papelão, papel cartão e papéis de embrulho.

A partir de 25 de maio, a galeria inaugura novas exposições individuais de Leticia Ramos, Julie Beaufils e Felipe Meres. As mostras ficam em cartaz até 29/07/17.

Zipper Galeria

Jardim América: r. Estados Unidos, 1.494, tel. (11) 4306-4306. Seg. a sex., 10h/19h; sáb., 11h/17h.

Zipper Galeria propõe sobretudo abertura aos novos discursos na arte contemporânea. Atrás da fachada tipo contêiner, exposições se sucedem com cadência e coerência. Ao frescor da linguagem contemporânea se soma a versatilidade do espaço expositivo, pensado para integrar, conectar, aproximar.

Também a arquitetura, assinada por Marcelo Rosenbaum, se materializa para mostrar que arte não é distante, nem sisuda ou inacessível. Que, ao contrário, emerge com o cotidiano. No acervo, estéticas múltiplas e temas tão variados quanto o universo de cada artista.

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Agenda de maio:

Até 13 de maio, a galeria apresenta uma grande exposição do artista Mario Ramiro, ex-integrante do coletivo 3NÓS3 junto com Hudinilson Jr. (1957-2013) e Rafael França (1957-1991). A mostra traça um panorama de sua produção exibindo conhecidas séries de xerografias produzidas entre 1979 e 1991, onde story-boards retratam o surgimento e o desaparecimento de objetos e partes do corpo. Entre trabalhos recentes, está a escultura sonora “Rádio Dante” (2014), composta de fotografias, um aparelho de rádio sintonizado fora de estação que transmite ruídos; e a “Mesas de acesso” (2017), feita com uma mesa de madeira uma “bateria espiritual”, feita por um cabo que circunda a mesa e cujas extremidades terminam num balde de cobre e num balde de zinco.

A partir de 18 de maio, o artista Bruno Novelli exibe série de pinturas inéditas com aplicação de sucessivas camadas de tinta e que rompem a bidimensionalidade dos trabalhos.

Galeria Pilar

Santa Cecília: r. Barão de Tatuí, 389, tel. (11) 3661-7119. Ter. a sex., 11h/19h; sáb., 11h/17h.

Inaugurada em 2011 por Elísio Yamada e Henrique Miziara, a Galeria Pilar conta com 400m² de espaço expositivo no bairro de Santa Cecilia, abrindo os caminhos para o bairro que hoje é point dos modernos da cidade. A galeria tem como objetivo apresentar artistas brasileiros e internacionais estabelecendo diálogos com críticos e curadores. Sua principal proposta é promover artistas que trabalham com as mais diversas mídias como fotografia, pintura, escultura, instalação, vídeo entre outros.

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Agenda de maio:

Até o dia 03 de junho, apresenta uma grande mostra em homenagem ao artista Marcello Nitsche, falecido em março de 2017. São reunidas 40 obras, desde os ícones da sua fase pop, dos anos 1960, vídeos da década seguinte, trabalhos experimentais feitos em xerox, esculturas e pinturas de paisagens costuradas. A mostra ainda contempla uma série inédita, criada pelo artista especialmente para esta exposição. Textos versados escritos por amigos do artista, como Flavia Motta, Paulo Mendes da Rocha e Ana Maria Belluzzo, acompanham a exibição.

Galeria Leme

Butantã: av. Valdemar Ferreira, 130, tel. (11) 3093-8184. Ter. a sex., 10h/19h, sáb., 10h/17h.

Desde a sua abertura em novembro de 2004, a Galeria Leme apresenta um programa inovador na cena da arte brasileira, representando artistas brasileiros e internacionais, frequentemente convidados a criar e produzir novos e ambiciosos projetos no prédio de concreto da galeria, desenhado por Paulo Mendes da Rocha, vencedor do Prêmio Pritzker de Arquitetura. A galeria busca promover a diversidade na arte assim como um intenso intercâmbio cultural através de mostras regulares de artistas internacionais.

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Agenda de maio:

A mostra “Jacarezinho”, da artista Ana Elisa Egreja, fica em cartaz até o dia 20 de maio. Ela exibe sete trabalhos de grandes dimensões, produzidos entre 2016 e 2017. As imagens foram criadas através de intervenções cinematográficas no imóvel que pertenceu à avó da artista, hoje seu ateliê. Antes de serem fotografados e pintados, salas, banheiros, corredores e quartos se transformam em verdadeiros sets de filmagem, criando ações .

Na área externa da galeria, a artista chilena Pilar Quinteros apresenta uma obra site-specific criada para o espaço do pátio da galeria. Esta obra pode ser visistada até 01/07/17.

Galeria Estação

Pinheiros: r. Ferreira de Araújo, 625, tel. (11) 3813-7253. Seg. a sex., 11h/19h; sáb., 11h/15h.

A Galeria Estação é uma referencia quando o assunto chega na Arte Popular Brasileira. Há cerca de 7 anos, Vilma Eid impôs o seu perfil mostrando artistas não eruditos mas muito poéticos, inserindo-os no mercado da arte contemporânea. Convidando curadores, professores e críticos de arte acostumados com a cena contemporânea para escrever e curar sobre nossos artistas, a galeria inseriu um novo nicho de arte no mercado, que passou a ocupar e dividir os espaços da mídia especializada no cenário artístico cultural.

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Agenda de maio:

Até 27 de maio é possível visitar a mostra “Manuel Graciano e Neves Torres – Bicho, Pedra, Planta”, com 12 esculturas do artista cearense Manuel Graciano e 11 pinturas do mineiro Neves Torres. Em comum, as obras selecionadas demonstram particular uso da cor e a maioria exalta a natureza em construções livres e poéticas. A curadoria é do artista Rodrigo Bivar.

Central Galeria

Vila Madalena: r. Mourato Coelho, 751, tels. 2645-4480 e 2613-0575. Seg. a sex., 11h/19h; sáb., 11h/17h.

A Central Galeria foi inaugurada em 2010 com intuito de promover exposições e fomentar o debate em torno da arte contemporânea. Em 2016, a Central reformula seu espaço e seu programa para estabelecer um diálogo maior com a cidade e o público.

O novo programa e a nova dinâmica do espaço salientam o hibridismo e multiplicidade da arte contemporânea, acreditando que o conteúdo e as interlocuções propostas no âmbito da galeria cumprem um papel social e podem transformar e conectar ideias e pessoas ao redor do mundo.

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Agenda de maio:

Até 17 de maio, a galeria sedia a primeira individual da artista carioca Gabriela Mureb, em São Paulo. Sob curadoria de Juliana Gontijo, a exposição “Rrrrrrrrrr” é composta por uma série de máquinas alteradas, motores, vídeos e desenhos que evocam experiências limítrofes do corpo-humano, máquina e linguagem.

Galeria Berenice Arvani

Jardins: r. Oscar Freire, 540, tels. (11) 3088-2843 e 3082-1927. Seg. a sex., 10h/19h30.

A Galeria Berenice Arvani está centrada na arte contemporânea, com foco especial nos artistas construtivos da década de 1950. Numa localização privilegiada, na Rua Oscar Freire, tem como política expositiva alternar mostras de artistas conhecidos no mercado nacional e internacional e exposições de artistas brasileiros contemporâneos de vanguarda.

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Agenda de maio:

Em maio, a galeria apresenta seleção de acervo com obras de grandes nomes da arte brasileira. Participam pinturas, esculturas e desenhos de Judith Lauand, Ivan Serpa, Rubem Valentim e Hercules Barsotti.

Galeria Jaqueline Martins

Vila Buarque: r. Dr. Cesário Mota Júnior, 443, tel. 2628-1943. Seg. a sex., 10h/19h; sáb., 12h/17h.

A Galeria Jaqueline Martins reafirma seu compromisso com o desenvolvimento de projetos que resultem em surpreendentes diálogos e aproximações entre artistas de diferentes gerações. A Galeria tem como ponto de partida o interesse pela corrente de pesquisa que visa o resgate de produções artísticas da politizada arte conceitual dos anos 70 no Brasil, e em outros países da America do Sul.

Através do encontro dos artistas e obras apresentados, busca destacar, através dos desdobramentos estéticos e conceituais, as transformações provocadas nos contextos cultural e sócio-político, geradas nos últimos 40 anos até o presente.

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Agenda de maio:

Até 20 de maio apresenta a retrospectiva ”Eu Armário de Mim”, que reúne conjunto de trabalhos da artista baiana Letícia Parente (1930-1991), pioneira da videoarte no Brasil e conhecida por subverter o cotidiano em suas experimentações na década de 1970. Entre fotografias, xerox, vídeos, está a grande instalação “Medidas” onde visitante pode registrar medidas do próprio corpo em fichas, como tipo físico, sanguíneo, capacidade respiratória onde a artista questiona as imposições da sociedade principalmente sobre a mulher.

Fotos: ®Reprodução

O que você achou?

  • Rick Xavier

    Muito legal. Conheço a maioria delas. É uma pena não ter mais galerias onde outros artistas, também talentosos e com ideias novas, possam expor.
    Mas ao menos já temos essas que fazem a arte aparecer.