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Entre em Sintonia com a Música Pop e Folk de Phillip Nutt

Postado por Alisson Prando / 15 September, 2017

Nova aposta do POP nacional bebe em fontes gringas e apresenta composições originais que destacam sua personalidade versátil e genuína.

Phillip Nutt é um dos mais novos fenômenos da música no Spotify, são mais de 500 mil plays em músicas que bebem no POP de SZA, SILVA, Frank Ocean e mesmo a brasileira Mahmundi, no entanto, por trás daquele mágico play na plataforma de Streaming, o artista garante que a tarefa é árdua:

“Em 2017, se você quer ser artista, tem de ser também seu assessor, produtor, manager, personal stylist…Hoje o artista, principalmente independente, precisa entender como tudo funciona, todas as partes do que é ser um artista se não ele está perdido. Não adianta ter todo o talento do mundo se você não souber se vender. Eu, inclusive, demorei para entender isso.”

Phillip Nutt

Não foi desde o começo que Phillip foi POP. Em 2011 e 2013, respectivamente, ele lançou discos de música folk, cantando em inglês, gênero que ainda é de extrema importância para a sua criação:

“O folk foi a minha porta de entrada. Comecei a tocar violão depois de ouvir atentamente a “Cannonball” do Damien Rice, numa novela em 2007. O folk foi importante para mim. Meu primeiro disco foi aos 18. Apesar da maioridade, eu hoje com 24 olho para mim naquela época e penso “oh, você não sabe o que te espera”. Eu era uma criança, praticamente. Meu segundo disco é folk com mistura de diferentes ritmos. Até salsa tinha. Tinham algumas coisas pop também. A transição foi por ali. Eu sempre ouvi diferentes tipos de música. Então por mais que possa soar discrepante o que eu fiz do que faço hoje, para mim foi natural essa transição. Eu me sinto muito mais livre hoje para fazer música. Porque o que é pop, afinal? Você pode fazer música pop com elementos de música eletrônica, mega produção do mesmo jeito que pode apenas com voz e violão.”

Phillip Nutt

A decisão de tornar-se artista veio em 2007, quando ele começou suas primeiras composições e observou redes sociais:

“Gravava no Audacity, voz e violão, mic de desktop. Rústico total. E aí eu compartilhava em comunidades do Orkut de artistas que tinham a ver com o meu trabalho e tinha um feedback muito bom das pessoas. Foi ali que eu percebi que eu gostava de entreter as pessoas, que era mágico que elas se identificassem com as coisas que eu escrevia e cantava.”

Phillip Nutt

No começo de agosto, Phillip Nutt lançou seu mais novo single, ‘Sintonia’, cantando em português, produzido por ele e Pedro Serapicos. O single tem como conceito a harmonia de pensamentos, que de forma tão genuína caracteriza essa tal ‘Sintonia’ que transcende qualquer tipo de relação. Sobre as plataformas de streaming, onde ele lançou ‘Sintonia’, e o mercado da música, ele comenta:

“Streaming hoje em dia é fácil demais, né? Eu utilizo desse formato para ouvir música. Conheço muita coisa nova através disso. Sobre o mercado atual, eu gosto muito da forma como um artista consegue alcançar grandes feitos através da internet, redes sociais, YouTube, sem investimentos quase. O ponto negativo do mercado atual é a falta de espaço pra diferentes ritmos musicais. O Brasil é tão rico em música, estilos mas sinto que falta uma vontade de apostar no que é diferente ainda.”

Phillip Nutt

Quando o assunto é sua rede de inspirações, Phillip Nutt se distancia do som POP que produz hoje em dia e cita Caetano:

“Sou fã de Van Morrison! É um artista versátil no que se trata de misturar ritmos, multi-instrumentista. Ele tem dois discos que são obras-primas. “Moondance” e “Astral Weeks”. Uma mega referência atemporal para mim. O disco “Diorama” do Silverchair para mim é um primor de musicalidade. Os arranjos de cordas, as harmonias…. É tudo muito bem feito. Daniel Johns é um artista subestimado. “Transa” do Caetano é um clichê, né? Mas fazer o quê? Diversidade me cativa.”

Phillip Nutt

Nos planos para 2017, Nutt quer estar na vida das pessoas:

“Pretendo fazer com que minha música alcance mais pessoas. Quero estar presente nos momentos das pessoas. A coisa mais gratificante para mim é ver alguém comentando no Twitter parte de uma música minha ou falando sobre como se identifica, entende? Então eu quero e trabalho para que cada vez mais pessoas se encontrem nas minhas histórias.”

Você vai resistir à pegada de NUTT?

Fotos: ®Reprodução

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